terça-feira, 9 de novembro de 2010
verdade ou consequência?
ela ditou a consequência.
happy without you, oh.
We go on
Heart beats strong
Still whole
Unbroken
As we divide
Our love goodbye
Thanks for, the time
Time of my life
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
no mundo dos táxis (XII)
Eu - Boa noite. É para a Margem Sul.
Taxista - Certo. Mais concretamente para onde?
Eu - Corroios. Mas depois eu indico-lhe o caminho, não se preocupe.
Taxista - Ah, mas eu conheço essa zona.
Eu - Ai sim? Então?
Taxista - Eu moro no Laranjeiro.
Eu - A sério? Então é perto de onde eu moro. Vou para o Miratejo. Então e se não for indiscriminação, por que trabalha em Lisboa? Rende mais?
Taxista - Eu antigamente morava em Lisboa.
Eu (*marlon a sentir-se confuso, tendo em conta que, bom, miratejo é uma zona um tanto ou quanto, vá, perigosa e, erm, horrível de se morar*) - Ah, compreendo... Então mas há quanto tempo se mudou?
Taxista - Há 4 anos.
Eu (*cada vez mais confuso*) - Ah... vejo. E antes morava onde?
Taxista - No Marquês do Pombal.
(Ponto de ordem à mesa: trocar o Marquês pelo Laranjeiro é como, vá, trocar um condomínimo privado em Telheiras com piscina, spa, e um jardinzinho zen com bambú e uma cascata na sala por uma casa ranhosa na Cova da Moura cuja única janela dá para uma ETAR)
Eu (*estupidamente confuso*) - Erm... certo. Mas, acha que fez uma boa escolha?
Taxista - É a casa dos meus sonhos! Sou muito mais feliz ali.
(Segundo ponto: Ninguém é feliz no Laranjeiro. Isto é o mesmo que dizer que o objectivo de vida de uma pessoa é ter a lua-de-mal no Cacém, ou ganhar o passe social da Carris num qualquer concurso televiso, ou ter o curso técnico-profissional intensivo de remoção de terras, aka, coveiro)
Eu - Mas então mora numa boa zona do Laranjeiro, certo? Tipo perto do Oásis ou isso?
Taxista - Moro sim. Mas é mais lá para baixo.
Eu (*fica desconfiado*) - Então onde é que é?
Taxista - Na rua da Escola Secundária, na Praceta do Minipreço.
(Terceiro ponto: Oh amigo, ninguém diz que a sua casa de sonho fica do outro lado da rua do início do bairro do Miratejo Cutelinho - e, não, o nome não provém do acaso da existência de uma loja fundada em 1800 e troca o passo, por uma família de alta burguesia com um apelido chique tipo Mello de Vasconcellos, que fabricava facas de renome internacional em porcelana -, que é, vá, um dos três piores bairros da área metropolitana de Lisboa segundo a Visão, tendo uma taxa de criminalidade per capita superior à da Quinta da Fonte, Cova da Moura, Buraca, Damaia, etc.)
Eu (*apavorado*) - Erm... E, erm, se me permite, não tem medo de viver ali?
Taxista: Medo? Mas medo porquê? Aquilo é tão pacífico!
(Quarto ponto: Claro! Então mas os sons dos tiros são na realidade, erm, fogo de artifício para celebrar a liberdade. E os carros de intervenção da polícia são carrocéis. E tudo aquilo é um circo! - lá que existem lá uns quantos cavalos e outros tantos camelos, existem)
Eu - Olhe, não é essa a percepção que tenho. Aliás, eu se fosse a si nem saía de casa quando o Sol se pusesse. Aquilo ali até tem, vá, alguma criminalidade.
Taxista - Olhe, nunca tive nenhuns problemas. Costumo sair, muitas vezes durante a noite para ir àquela pastelaria no Miratejo...
Eu - ... a Bela?
Taxista - Sim, essa mesmo.
Eu - Mas a pastelaria fecha tão tarde!
Taxista - Sim, mas eu normalmente só venho para casa por volta da uma/duas da madrugada.
Eu (*estupefacto*) - ... a pé?!
Taxista - Claro!
(Quinto ponto: Já percebi! Das duas uma: ou o senhor tem um fedor indiscritível que afasta mitras, basofes, chungas e ladrões e gatunos nas suas variantes feudais, ou então move-se a mircro-peidinhos como o Super-Homem o que lhe permite uma velocidade supersónica, invisível ao olhar humano. Qualquer uma destas hipóteses será sempre mais plausível que andar às 2 da manhã sozinho pelo Miratejo Cutelinho há 4 anos e ainda não ter sido na melhor das hipóteses, vá, estropiado)
Eu - Pois, compreendo. O que realmente me chateia no Miratejo (*oh para mim a ser irónico*) são as baratas. Também não tem o mesmo problema no Laranjeiro?
Taxista - Existem baratas no Miratejo?
Eu - Oh amigo, isso agora já é gozar comigo. Então elas são às dezenas na rua! Uma vez, ao pé da casa de um amigo meu, num raio de, vá, 10 metros e em menos de 5 minutos matei eu 23!
Taxista - Ah, mas eu nunca vi uma única barata em Miratejo.»
Conclusão: Tudo isto faz sentido! Sendo o Miratejo Cutelinho uma das maiores zonas de tráfico de droga do país (a par com cortarem pessoas em 7 pedaços e as atirarem para o lodo no moinho de maré - true story!) o senhor, na realidade, nunca saía à noite para ir à Pastelaria Bela. Ora, atravessava a rua, metia cavalo na veia (e aqui se entende a parte do Circo da coisa) e tudo aquilo parecia maravilhoso e adorável. Ou isso, ou o senhor é do Partido Comunista e finalmente descobriu o prado verdejante do Comunismo, em que borboletas voam e as flores irradiam beleza todo o ano (algo à Música no Coração), e chama-lhe Laranjeiro e, nitidamente, não é o mesmo que faz fronteira com o bairro em que vivo.
baby did you forget to take your meds?

Reacção natural: gritam histericamente. Contra-reacção natural do coelho: olha para vocês com um olhar maléfico e dirige-se para os vossos excelsos cadáveres putrefactos de gripe. Contra-contra-reacção vossa: escondem-se debaixo dos lençóis. Contra-(ok, vocês já perceberam)-reacção do coelho: fica especado ao pé de vocês, até ao momento em que tiram os lençóis, gritam mais um pouco e recebem uma chapada do coelho. Atiram com um candeeiro. Percebem que afinal é a vossa mãe com paracetamol. Desatam a chorar (e nesta altura não percebem muito bem se é do alívio de, afinal, não estarem mortos e/ou loucos ou pelo simples facto de ela vos ter trazido paracetamol).
Mum, I truly love you. Really.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
hoje tive 40º de febre
1 - O mistério da vida é alcançável quando se tem uma febre tão grande;
2 - Brufen não cura tudo;
3 - Fumar já não me dá prazer. Vou deixar de fumar.
Tudo isto, claro, pode ser uma consequência de ter fritado a pipoca.
domingo, 29 de agosto de 2010
once i had a dream (II)
Cena 1 - Tudo começou com uma viagem até um sítio que não conheço conjuntamente com a I. O sítio em questão ficava não muito longe de minha casa no Norte do país. Dormimos numa coisa que pareciam umas paragens de autocarro (mas ligeiramente ao género de barracas) porque ficámos sem dinheiro. Entretanto, no dia seguinte aventurámo-nos pela cidade (?) e decobrimos que ela continuava para lá de um vale. Não chegámos a ir. Pelo caminho encontrámos uma senhora de etnia chinesa já com uma certa idade que era na realidade uma chula de prostitutos/as. Eu e a I. acabámos por nos dar muito bem com ela e com mais três outras raparigas que trabalhavam para ela e fomos a um bar. Bebemos cerveja no canto do bar, com a senhora a pagar-nos a todos, como se não fizessemos outra coisa no mundo. O banco era no canto do bar e era particularmente estranho. Caí para o lado de bêbedo.
Cena 2 - Acordei e estava em casa. A minha mãe mandou-me ir passear a cadela. Fui passeá-la, acompanhado pelo F. que era, supostamente, meu namorado. A zona era estranhíssima, num cenário que parecia ser o Miratejo, misturado com algo que parecia Sete Rios na zona das Twin Towers. Acabei por passeá-la e o F. foi para minha casa mais cedo. Eu estava a dirigir-me à porta de entrada, mas parei um pouco pelo caminho, enquanto descia uma escadaria, porque um casal estava a fazer piadas sobre política. Ri-me um pouco, de tal forma que caí da escadaria. Entretanto, quando me dirigia à entrada, um rapaz, de etnia afro-chinesa (isto pode parecer racismo, mas isto tem tudo um ponto no sonho, prometo!), colocou-me uma pistola à frente dos olhos e pediu-me para passar tudo o que tinha nos bolsos. Eu menti e passei somente o telemóvel nokia 5130 porque sabia que ia ter um brevemente.
Cena 3 - Estava em casa e recebi uma mensagem a dizer “Desculpa tudo isto, mas obrigado pelo telemóvel” no meu 91 e como remetente o meu 96. Percebi que era o ladrão. Perguntei-lhe o nome e chamava-se Ji Hintao (how cliche!). Disse-lhe também que estava um pouco chateado porque nem tinha retirado o cartão SIM e porque nunca tinha sido assaltado (nota: nesta altura a acção centrava-se não em mim, mas no Ji Hintao, enquanto se via o dito cujo a conduzir uma carrinha negra). Deixámos de falar.
Cena 4 - Entretanto, em casa, os meus pais, conjuntamente com o F. que lá estava, a I. e o C., deicidiram ir à rua, depois de ouvirem uma algazarra. Eu fiquei no hall de entrada do prédio, depois de ter percebido que era o Ji Hintao que estava na rua a armar sarilhos. Corri para o meu apartamento, dizendo a todos que aquilo era perigoso. Só me seguiram o C., a I. e o F. Fui à janela e vi o Ji. Com medo, atirei-me para o lado, caindo em cima do C. Este, completamente embaraçado com a situação, decide ir procurar os meus pais. Sai porta fora. Passados uns bons minutos e preocupado com a ausência de todos, ligo o telejornal. Percebi que os três tinham sido raptados e estavam no topo de um telhado.
Cena 5 - Estou no telhado e vou tentar salvá-los. Pego numa semi-automática, parecida com uma pistola-metralhadora, e começo a dispará-la. Percebo que ela está com poucas munições. Entretanto, o Ji atira-me com uma granada que me queima o braço. Consigo desviar a granada, mas quando está no ar explode e acaba por matar o C. e os meus pais. Acabo por matar o Ji e tirar-lhe o telemóvel do bolso. Desmaio.
Cena 6 - Acordo, outra vez, na mesma paragem de autocarro/barraca, ao lado da I. conjuntamente com as outras três raparigas. Levanto-me, com uma ressaca enorme, pensando que tudo tinha sido um sonho. Começo a relatar tudo à I. que me diz que aquilo não era um sonho, mas sim a realidade e que, todos os dias, tenho acordado sempre a achar que tudo tinha sido imaginado. Aparentemente tanto eu como a I. tínhamo-nos tornado prostitutos da senhora velhinha de etnia chinesa. Olho para o meu telemóvel e tenho uma imagem do Ji Hintao como screen saver e que, em rodapé, dizia algo como “Glorioso Benfica” (?). Começa então um diálogo fenomenal, muito a la Kill Bill:
«Ela – Como estás com esta situação toda?
Eu – Mal. Não acredito que isto aconteceu.
Ela – Bom, acabaste por matar o Ji. Ele acabou por não ter o que queria.
Eu – Achas mesmo? Eu fiquei sem algumas das pessoas que mais gosto. Não, o Ji ganhou. Ele teve exactamente o que ele queria. Se ao menos a arma tivesse funcionado... (*levanto-me e começo a andar*)
Ela – Onde vais?
Eu – Vou-me embora. Estou farto disto. (*ao longe vê-se a velhota a sorrir*)
Ela – E para onde vais?
Eu – Não sei, mas quero ir para uma cidade.
Ela – Fica aqui comigo.
Eu – Não, preciso de uns tempos para mim. Um dia destes volto, prometo.»
E terminou comigo a andar por um caminho de cabras passando pelas paragens de autocarro/barracas, enquanto tocava música tradicional chinesa.Vem aí saga, cheiro.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
strange among humans (III)
Ela 1 - Ai, como eu te compreendo. Às vezes parece bacalhau.
Ela 2 - Devido ao cheiro?
Ela 1 - Não! Eu cá não sofro disso. Referia-me ao facto de ficar seca como um e depois parecer que está cheio de sal.
Ela 2 - Ai credo. Já pensaste em pôr um creme aí?
Ela 1 - Já sim. Da última vez que o fiz infectou e parecia um vulcão.
Ela 2 - Ficou com algum alto?
Ela 1 - Não não, simplesmente deitou pus como se não existisse mais nada.
Ela 2 - Eu sei o que isso é. Houve uma vez que ficou de tal forma infectada que, para além de sangrar imenso quando carregava, começou a perder pele e tudo.
Ela 1 - Sim, eu sei. E o pior é que teima em não parar de crescer. Se isto não fica mais pequeno eu ainda vou ter problemas. Já nem dá para limpar com papel quando começa a sair líquido. Tenho que usar toalhetes dos dodot.
Ela 2 - Ai que horror! E o teu marido que pensa disso? O pobre coitado não fica com problemas em não te tocar?
Ela 1 - Ele? Coitado. Sabes bem que o meu $%"#%" sempre gostou de me tocar durante a noite, quando está na cama. Agora, como não me pode tocar na parte da frente usa a de trás.
Ela 2 - Como é que ele faz isso?
Ela 1 - Ora, não é preciso ser-se nenhum génio. Basta ele...
Eu (interrompendo, já depois de estar com uma cara de nojo e verde de vómito) - ...OH MEU DEUS! QUE NOJO!!! JÁ NÃO CONSIGO OUVIR MAIS!
Ela 1 (enquanto eu me afasto para longe) - Oh menino, não é preciso ter tanto nojo. Até parece que nunca deve ter tido uma borbulha daquelas horríveis no peito.
no mundo dos táxis (XI)
Taxista - Com certeza.
(...)
Eu (repetindo baixinho para si próprio) - Esterno-cleido-mastoideu, trapézio, deltóide, grande peitoral...
Taxista (interrompendo) - Desculpe, que está a fazer?
Eu - Estou a estudar anatomia dos músculos. Como lhe disse, vou ter um exame.
Taxista - Mas é médico?
Eu - Não amigo. Como já disse umas quantas vezes vou ter exame. Na realidade estou no 1º ano de Ciências Farmacêuticas.
Taxista - E é bom nisso?
Eu - Neste tipo de matérias, sim. Há outras que nem por isso.
Taxista - Ah. Compreendo. E acha que tem qualificação para fazer diagnósticos?
Eu - Bom, se eu vier a trabalhar numa farmácia terei que os fazer diariamente.
(taxista pára o carro bruscamente no meio da Avenida das Forças Armadas e estaciona no passeio.)
Taxista (enquanto sai do carro, abre a porta dos passageiros e se senta ao meu lado) - Então, desculpe, mas podia ver o meu joelho? É que eu ando com umas dores há umas semanas que nem lhe conto.
considerações gerais sobre a vida (V)
1 - Dos 5 kilos que engordei em Lamego já consegui fazer desaparecer 3. Aparentemente uma dieta é sempre bem-vinda. (nota: não tentar isto em casa. A dieta normalmente inclui não comer nada. Ok, minto, costumo beber um copo de leite de manhã, dois cafés durante o dia e como um yogurt à noite. Pelo meio fumo que nem um cão)
2 - Tenho de deixar de beber vinho como quem bebe água. Estou um pouco com medo que todos os mosquitos que me andam a morder este Verão dêem entrada na Clínica Betty Ford.
3 - Vou ter um mês absolutamente assustador em Setembro. Depois disto, fumar 20 cigarros por dia vai parecer uma brincadeira de bebés.
4 - Ando a ter cada vez mais pesadelos com a S. imaginando-a a decepar-me a cabeça por ainda não lhe ter entregue o artigo.
5 - Adorei que o C. me tivesse trazido ao sítio onde moro enquanto gritava histericamente "É aqui que vou encontrar os basofes? ESTÁ ALI UM! Se vieres para cima de mim eu juro que arranco a fundo.", ou então "Eu estou em bairros sociais! Querem o carro é? Não seja por isso, fiquem com ele!". Priceless, simply priceless.
6 - A ideia de comprar casa está mesmo a maturar na minha cabeça. Claro que para isso preciso de um emprego. E um fiador. E um empréstimo bancário. E uma casa barata no centro de Lisboa... Olá mamã?
7 - Por falar em mamã, estou farto de lhe dizer que não me traga leite quente à cama quando o objectivo dela é acordar-me, depois de dormir 4/5 horas. Normalmente concretiza-se a ideia contrária, acabando por voltar a adormecer passados escassos segundos.
8 - Por falar em adormecer, finalmente arrumei o quarto. Sinto-me feliz. Bom, na realidade as dores nas costas impedem-me de estar maravilhosamente contente e, para ser sincero, só arrumei a cama, a mesa de cabeceira, a cadeira que estava coberta de roupa, o chão que estava cheio de edredons e o puff que já não se via há alguns meses. Mas, mas, mas, em defesa da minha pessoa, eu arranjei, finalmente, móvel para a televisão! Acabei por pôr a porcaria toda que estava espalhada pelos outros sítios na secretária o que impossibilitou um pouco o meu local de trabalho ao ter tralha com um metro de altura.
9 - Descobri que me delicio em adormecer com a ventoinha ligada. Descobri, também, que no dia seguinte acordo com amigdalites. Ao fim de duas semanas e 14 respectivas mini-amigdalites que só passavam com Maxilase, descobri uma função na ventoinha chamada temporizador.
10 - No outro dia tentei arranjar os estores (finalmente!) que cairam em Novembro de 2009 e que já aqui falei. Acho que cheguei à conclusão que não resultou muito bem quando levei com parte dos estores na cabeça. É desta que engulo o orgulho e chamo finalmente alguém que perceba disto e não tente prender fitas de estores martelando pioneses. E, sim, eu tentei fazer isto.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
no mundo dos táxis - explicação.
1 - A técnica para me lembrar é simples: basta andar constantemente com um papel e uma caneta e, assim que saio no destino que quero, começo a escrever como se não houvesse amanhã e a tentar lembrar-me de tudo. Claro que há coisas que, entretanto, por via da memória, ficam ligeiramente adulteradas, especialmente certas palavras/expressões que foram utilizadas. Mas a ideia fica presente e, na realidade, tendo em conta que até me considero uma pessoa com uma óptima memória, pouco ou nada fica modificado;
2 - Não, não invento histórias. Claro que tudo isto não se passou em dois ou três meses. Tal como expliquei inicialmente, quando dei início à crónica, eu comecei-a porque eu costumava contar estas histórias a pessoas que conhecia e achavam interessante. Não tenho qualquer objectivo em inventar seja o que for. Se algum dia tiver popularidade, que seja pelo trabalho que desenvolvo e não por histórias de taxistas. Além disso, quem me conhece pessoalmente, sabe bem o quão este tipo de coisas é natural acontecerem-me.