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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

strange among humans (IV)

«Ele - ... pá e eu estava a andar na rua e olha, aconteceu.
Ela - A sério? Mas ninguém se chateou muito?
Ele - Acho que os familiares do morto não gostaram muito.
Ela - *risos* É normal!
Ele - Pois, eu também não gostaria que um puto bêbedo mijasse para o caixão que estava prestes a entrar na carrinha funerária, enquanto cantava lady gaga.»


(isto é só para mudar um pouco o tom desta coisa que isto andava deprimente, no mínimo)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

strange among humans (III)

(Marlon tem os phones postos e a ouvir música. No entanto, como bom cusco decidiu baixar a música para ouvir a conversa de duas senhoras já de sua idade bastante avançada sentadas ao seu lado na paragem de autocarro. As senhoras, achando que ele não ouvia nada, continuaram a falar como se nada as rodeasse)

Ela 1 - Ai, como eu te compreendo. Às vezes parece bacalhau.
Ela 2 - Devido ao cheiro?
Ela 1 - Não! Eu cá não sofro disso. Referia-me ao facto de ficar seca como um e depois parecer que está cheio de sal.
Ela 2 - Ai credo. Já pensaste em pôr um creme aí?
Ela 1 - Já sim. Da última vez que o fiz infectou e parecia um vulcão.
Ela 2 - Ficou com algum alto?
Ela 1 - Não não, simplesmente deitou pus como se não existisse mais nada.
Ela 2 - Eu sei o que isso é. Houve uma vez que ficou de tal forma infectada que, para além de sangrar imenso quando carregava, começou a perder pele e tudo.
Ela 1 - Sim, eu sei. E o pior é que teima em não parar de crescer. Se isto não fica mais pequeno eu ainda vou ter problemas. Já nem dá para limpar com papel quando começa a sair líquido. Tenho que usar toalhetes dos dodot.
Ela 2 - Ai que horror! E o teu marido que pensa disso? O pobre coitado não fica com problemas em não te tocar?
Ela 1 - Ele? Coitado. Sabes bem que o meu $%"#%" sempre gostou de me tocar durante a noite, quando está na cama. Agora, como não me pode tocar na parte da frente usa a de trás.
Ela 2 - Como é que ele faz isso?
Ela 1 - Ora, não é preciso ser-se nenhum génio. Basta ele...
Eu (interrompendo, já depois de estar com uma cara de nojo e verde de vómito) - ...OH MEU DEUS! QUE NOJO!!! JÁ NÃO CONSIGO OUVIR MAIS!
Ela 1 (enquanto eu me afasto para longe) - Oh menino, não é preciso ter tanto nojo. Até parece que nunca deve ter tido uma borbulha daquelas horríveis no peito.

terça-feira, 8 de junho de 2010

strange among humans (II).

(no autocarro, a caminho do comboio)

Ela 1 - Olá querida, está boa?
Ela 2 - Olá! Há tanto tempo... que é feito?
Ela 1 - Nada de especial. Trabalho, trabalho, casa, casa, marido, marido.
Ela 2 - Como eu a compreendo. Olhe, acabei com o #$%&$#.
Ela 1 (nitidamente embaraçada) - Então mas porquê? Ele era bastante simpático até.
Ela 2 - Traiu-me.
Ela 1 (ainda mais embaraçada) - Então mas como soube isso?
Ela 2 - Telefonaram-me, por chamada anónima.
Ela 1 (quase a gaguejar) - E sabe quem foi a galdéria?
Ela 2 - Não. Apenas disseram que me traia. Confrontei-o e ele admitiu, mas não me disse quem foi.
Ela 1 - Se calhar é melhor assim. Agora é esquecer e avançar na vida.
Ela 2 - Sim, tem toda a razão.

(*momento de pausa*)

Ela 1 - Então e o ...
Ela 2 (interrompe) - ... Eu sei que foste tu que o andaste a comer, cabra.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

strange among humans (I).

(na rua, enquanto passeava a cadela)

Ele - Então e como estás com o £§€#$&?
Ela - Acabei com ele.
Ele - Porquê?
Ela - Pá, passei-me com ele. Soube que me tinha traído.
Ele - A sério? E que fizeste tu?
Ela - Ontem, às 4 da manhã, estavamos na cama, eu virei-me para ele e disse: "sei que me traíste com a #%&$. Tens de escolher entre mim e ela."
Ele - E ele?
Ela - Ele perguntou se tinha de ser mesmo naquele preciso momento e eu respondi que sim.
Ele - .... e?
Ela - Ele virou-se para mim, muito calmamente e disse: "então nesse caso mostra o pacote."