Quando morreres estarei ao teu lado a chorar. Até lá não me peças mais nada.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
verdade ou consequência?
ele disse a verdade: traí-te.
ela ditou a consequência.
ela ditou a consequência.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
I thought I might just write a letter
I string the words together softly
Ponto de exclamação. 3 meses. Exclamativo, exuberante, irracional, ardente, galopante, doentio, irascível. Morte.
I lay my love upon you with each line
Ponto de interrogação. 3 meses. Questionável, distante. Questionou o início da oração. Não teve resposta. Interpelou o fim. Ainda hoje espera réplica.
Vírgula. 3 meses. Pausa célere. Diferença de orações. Previsível na continuação da frase.
Ponto. 3 meses. Acabou o parágrafo. Rasga a folha. Queima o discurso. Muda. Transforma. Deturpa. Novo pensamento. Renasce. Morre novamente.
A gift of improvising
Vírgula. 3 meses. Pausa célere. Diferença de orações. Previsível na continuação da frase.
Removes me from revising
Ponto. 3 meses. Acabou o parágrafo. Rasga a folha. Queima o discurso. Muda. Transforma. Deturpa. Novo pensamento. Renasce. Morre novamente.
I made a daisy chain from
Phrase, verse, and punctuation
Phrase, verse, and punctuation
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sábado, 22 de maio de 2010
andei 11 dias para ter os tomates para escrever isto aqui,
mas tenho umas putas de umas saudades tuas. Fez dia 11 de Maio um ano e parece que foi ainda ontem. E desde então, mais nada. Foram-se os sonhos, as esperanças e tudo o resto é vago.
Volta. Tenho demasiadas saudades tuas.
Volta. Tenho demasiadas saudades tuas.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
falta-lhe título.
Passei dois dias aqui sem escrever. Não por falta de vontade, ou por falta de novidades mas porque, muito sinceramente, odeio escrever de cabeça quente. Sempre tive como hábito o de digerir as emoções (ou eventuais), racionalizá-las, analisá-las e só depois extrapô-las cá para fora. Se não o fiz, algumas vezes, com algumas pessoas, terá sido, seguramente, porque estaria demasiado de cabeça quente.
E isto traz-me ao tema do post: cabeça quente. Não sou ninguém para julgar quem quer que seja com base nas decisões que tomam, especialmente se forem legítimas, por mais que não as perceba, chegando mesmo a confundir-me todo o sistema cognitivo. Podem-me deixar estupidamente triste? Claro.
(....)
Pára tudo. Juro que não sei o que estou para aqui a escrever. A Isabel dorme ao meu lado na Associação. Eu ouço Chopin e, sinceramente, só me lembro de ti. Recorrentemente tenho ouvido a Nokturn f-moll op 55 nr1 e, porra, dói. Dói mais do que aquilo que cheguei imaginar.
Tens dúvidas. Ok, legítimo. E eu não as tive? Não terei eu tido, porventura, inclusivé, escrito aqui, publicamente, quando tive as minhas dúvidas? Todos as temos. Mal de nós se não as tivessemos ou estaríamos iludidos com um conto de fadas que não existiu, existe ou algum dia existirá.
Adiante, não era nada disto que queria escrever. Acabei por fazê-lo e não me apetece apagar, para ser realista. O que realmente queria dizer era bem mais simples e resumia-se numa frase: sinto falta dos teus abraços e tenho medo de não os voltar a ter.
E com isto termino.
E isto traz-me ao tema do post: cabeça quente. Não sou ninguém para julgar quem quer que seja com base nas decisões que tomam, especialmente se forem legítimas, por mais que não as perceba, chegando mesmo a confundir-me todo o sistema cognitivo. Podem-me deixar estupidamente triste? Claro.
(....)
Pára tudo. Juro que não sei o que estou para aqui a escrever. A Isabel dorme ao meu lado na Associação. Eu ouço Chopin e, sinceramente, só me lembro de ti. Recorrentemente tenho ouvido a Nokturn f-moll op 55 nr1 e, porra, dói. Dói mais do que aquilo que cheguei imaginar.
Tens dúvidas. Ok, legítimo. E eu não as tive? Não terei eu tido, porventura, inclusivé, escrito aqui, publicamente, quando tive as minhas dúvidas? Todos as temos. Mal de nós se não as tivessemos ou estaríamos iludidos com um conto de fadas que não existiu, existe ou algum dia existirá.
Adiante, não era nada disto que queria escrever. Acabei por fazê-lo e não me apetece apagar, para ser realista. O que realmente queria dizer era bem mais simples e resumia-se numa frase: sinto falta dos teus abraços e tenho medo de não os voltar a ter.
E com isto termino.
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sábado, 10 de outubro de 2009
regurgitadas cerebrais I - or "eu na realidade não sei falar de coisas belas" version
Estou há semanas a cogitar na maneira correcta de escrever aqui um post sobre ti. Já escrevi alguns textos (meramente curtos com referências pessoais) para ti, mas nunca sobre a tua pessoa. Queria escrever algo que te descrevesse, em que tu te revesses quando lesses ou eu próprio te recordasse. Não consigo. Não só não tenho vernáculo para isso como me relembro que escrever sobre alguém é limitar essa mesma pessoa na sua plenitude.
Poderia falar sobre a tua personalidade? Pois está claro. Mas, sejamos realistas, qual seria a piada que tal teria? Inflacionar-te-ia até um tal ponto que parecias alguém sem defeitos quando, obviamente, os tens. Além do mais, tal descrição sofreria de uma parcialidade extrema, pois dedicaria grande parte, senão totalidade, do espaço literário às características (quer positivas como negativas) que mais me aprazem/incomodam.
Poderia falar de ti fisicamente? Também. Embora, caso o fizesse, estar-te-ia a reduzir a um objecto de admiração estética e, certamente, não é isso que quero fazer passar. Por maior que seja a tua beleza, não és um quadro que merece ser apreciado a distância segura.
Poderia falar do sentimento que tenho por ti? Ora aí está algo que nunca faria. Enoja-me especificar um sentimento, por mais preciso que seja (que nunca o é) de uma pessoa. A inconstância emocional provocar-me-ia repulsa ante a deslocação do pathos para outro campo totalmente simétrico ou, no mínimo, para um estado latente e suspenso. Penso logo existo. Mas quem, como eu, racionaliza as emoções, percebe que sentir é também existir. Ora existe-se de várias formas, conforme o que se pensa. Não é linear que hoje exista sobre um prisma que terá que se manter imutável amanhã.
Poderia falar sobre alguma peripécia contigo? Poderia, claro. E, no fundo, não é isso que faço? Agora explica-me: até que ponto estarei a falar sobre ti, por mais descritiva da tua pessoa seja a situação?
E, como antes, antevejo a impossibilidade de escrever algo que seja. Gostaria que fosse belo, mas, no fim, saiu esta regurgitada cyboresca e matemática do que deveria ser algo absolutamente emocional e fluido.
Resta-me, então, pedir-te desculpas por ainda não te ter escrito o post que ando há demasiado tempo para redigir. Falta-me liberdade para o fazer. Tentarei mais tarde. Até lá, resta-me dizer que te quero comigo. Aqui, agora e amanhã. Para sempre não que é muito tempo.
Poderia falar sobre a tua personalidade? Pois está claro. Mas, sejamos realistas, qual seria a piada que tal teria? Inflacionar-te-ia até um tal ponto que parecias alguém sem defeitos quando, obviamente, os tens. Além do mais, tal descrição sofreria de uma parcialidade extrema, pois dedicaria grande parte, senão totalidade, do espaço literário às características (quer positivas como negativas) que mais me aprazem/incomodam.
Poderia falar de ti fisicamente? Também. Embora, caso o fizesse, estar-te-ia a reduzir a um objecto de admiração estética e, certamente, não é isso que quero fazer passar. Por maior que seja a tua beleza, não és um quadro que merece ser apreciado a distância segura.
Poderia falar do sentimento que tenho por ti? Ora aí está algo que nunca faria. Enoja-me especificar um sentimento, por mais preciso que seja (que nunca o é) de uma pessoa. A inconstância emocional provocar-me-ia repulsa ante a deslocação do pathos para outro campo totalmente simétrico ou, no mínimo, para um estado latente e suspenso. Penso logo existo. Mas quem, como eu, racionaliza as emoções, percebe que sentir é também existir. Ora existe-se de várias formas, conforme o que se pensa. Não é linear que hoje exista sobre um prisma que terá que se manter imutável amanhã.
Poderia falar sobre alguma peripécia contigo? Poderia, claro. E, no fundo, não é isso que faço? Agora explica-me: até que ponto estarei a falar sobre ti, por mais descritiva da tua pessoa seja a situação?
E, como antes, antevejo a impossibilidade de escrever algo que seja. Gostaria que fosse belo, mas, no fim, saiu esta regurgitada cyboresca e matemática do que deveria ser algo absolutamente emocional e fluido.
Resta-me, então, pedir-te desculpas por ainda não te ter escrito o post que ando há demasiado tempo para redigir. Falta-me liberdade para o fazer. Tentarei mais tarde. Até lá, resta-me dizer que te quero comigo. Aqui, agora e amanhã. Para sempre não que é muito tempo.
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domingo, 4 de outubro de 2009
rescaldo do rescaldo emocional.
Venha o conforto
o amor
a presença
a estabilidade
a paixão que cresce
a intimidade que amadurece
o companheirismo que se entranha
os momentos a sós cada vez mais presentes
venha isso e muito mais. Venha o futuro. Venha o presente. E esqueçam-se as fantasias que a adolescência já ficou há algum tempo. Queres fantasias? Pois então fá-las. Cria-as com aqueles que tas podem dar e ao mesmo tempo te oferecem todo o carinho e amor que algum dia quiseste. Verás que serás mais feliz do que alguma vez foste.
E agora, pára de te queixar do que não tens e aproveita tudo o que tens e tira os frutos disso. Cultiva a paixão e verás que semearás toda a alegria que desejas.
o amor
a presença
a estabilidade
a paixão que cresce
a intimidade que amadurece
o companheirismo que se entranha
os momentos a sós cada vez mais presentes
venha isso e muito mais. Venha o futuro. Venha o presente. E esqueçam-se as fantasias que a adolescência já ficou há algum tempo. Queres fantasias? Pois então fá-las. Cria-as com aqueles que tas podem dar e ao mesmo tempo te oferecem todo o carinho e amor que algum dia quiseste. Verás que serás mais feliz do que alguma vez foste.
E agora, pára de te queixar do que não tens e aproveita tudo o que tens e tira os frutos disso. Cultiva a paixão e verás que semearás toda a alegria que desejas.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
rescaldo emocional.
Já tinha tudo planeado: tu serias esquecido brevemente e eu estaria completamente pronto para iniciar uma nova relação.
O plano era perfeito, senão reparemos: tenho uma pessoa que me adora fenomemalmente, que me faz tudo (não porque sente necessidade, mas porque tem gosto em fazê-lo), que me acompanha na minha vida agitadíssima (e aqui deixem-me reforçar o epíteto íssima), que me acolhe nos braços como se não existisse mais nada para além daquele abraço e que eu, a bem dizer, dou um carinho excepcional. Mais, pouco ou nada tinha a esperar da relação, uma vez que começou com uma esperança bastante ténue.
E, depois, revieste tu. Começou por uma mensagem peculiar, no preciso minuto em que pensava em ti. Seguiu-se um revivalismo do teu sentimento por mim. E acabou num contínuo acto de conversa trivial mas, nem por isso, menos relevante para a minha pessoa.
Perante isto estou num perfeito ímpasse: quero segurança, quero conforto, quero estabilidade, quero abraços fraternos, quero saber que chego para aquela pessoa, quero amor, quero carinho, quero tudo aquilo que nunca uma relação me conseguiu oferecer. Do outro lado tenho a fantasia, tenho Rufus Wainwright nas tardes em Coimbra, tenho as cantigas cantadas nas estações de comboio, tenho as despedidas cinematográficas, tenho o desespero de estar longe, tenho as saudades, tenho as escapadelas, tenho as memórias de percorrer uma cidade para estar 10 minutos contigo, tenho a paixão ardente, tenho a reviravolta no estômago sempre que te via, tenho as cartas que te escrevia, tenho as mensagens que todas as noite, antes de adormecer, te mandava, tenho as viagens de comboio de horas só para te ver uns 60 minutos, tenho o sonho, tenho as surpresas que te fazia no Tropical, tenho a intimidade.
Pior, tenho medo, muito medo de magoar alguém. Não faz parte do meu ser gostar de infligir dor, seja ela qual for. E, na melhor das hipóteses, alguém sairá magoado da equação. Sejas tu, ele, ou eu. Tu porque me virarei para ele. Ele, porque me virarei para ti. Eu, porque em qualquer uma das situações perderei: ou a segurança/conforto/estabilidade ou a possibilidade de saber se a fantasia se poderia retomar.
Foda-se que odeio pessoas e relações. Tenho que me dedicar mais ao trabalho que isto de andar com 15 minutos livres por dia anda-me a fazer mal.
O plano era perfeito, senão reparemos: tenho uma pessoa que me adora fenomemalmente, que me faz tudo (não porque sente necessidade, mas porque tem gosto em fazê-lo), que me acompanha na minha vida agitadíssima (e aqui deixem-me reforçar o epíteto íssima), que me acolhe nos braços como se não existisse mais nada para além daquele abraço e que eu, a bem dizer, dou um carinho excepcional. Mais, pouco ou nada tinha a esperar da relação, uma vez que começou com uma esperança bastante ténue.
E, depois, revieste tu. Começou por uma mensagem peculiar, no preciso minuto em que pensava em ti. Seguiu-se um revivalismo do teu sentimento por mim. E acabou num contínuo acto de conversa trivial mas, nem por isso, menos relevante para a minha pessoa.
Perante isto estou num perfeito ímpasse: quero segurança, quero conforto, quero estabilidade, quero abraços fraternos, quero saber que chego para aquela pessoa, quero amor, quero carinho, quero tudo aquilo que nunca uma relação me conseguiu oferecer. Do outro lado tenho a fantasia, tenho Rufus Wainwright nas tardes em Coimbra, tenho as cantigas cantadas nas estações de comboio, tenho as despedidas cinematográficas, tenho o desespero de estar longe, tenho as saudades, tenho as escapadelas, tenho as memórias de percorrer uma cidade para estar 10 minutos contigo, tenho a paixão ardente, tenho a reviravolta no estômago sempre que te via, tenho as cartas que te escrevia, tenho as mensagens que todas as noite, antes de adormecer, te mandava, tenho as viagens de comboio de horas só para te ver uns 60 minutos, tenho o sonho, tenho as surpresas que te fazia no Tropical, tenho a intimidade.
Pior, tenho medo, muito medo de magoar alguém. Não faz parte do meu ser gostar de infligir dor, seja ela qual for. E, na melhor das hipóteses, alguém sairá magoado da equação. Sejas tu, ele, ou eu. Tu porque me virarei para ele. Ele, porque me virarei para ti. Eu, porque em qualquer uma das situações perderei: ou a segurança/conforto/estabilidade ou a possibilidade de saber se a fantasia se poderia retomar.
Foda-se que odeio pessoas e relações. Tenho que me dedicar mais ao trabalho que isto de andar com 15 minutos livres por dia anda-me a fazer mal.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
tenho saudades do inverno,
de andar apressado à chuva,
de vestir sobretudos compridos,
de usar lã e muita lã,
de não ter calor,
de dias cinzentos e ventosos,
de dias curtos e de um cigarro às 7.00 da manhã na estação de corroios ainda escura,
de edredons e cobertores,
de chás quentes,
de noites enroscadas na cama quente,
de não ter que suportar noites com baratas,
de ter saudades do verão.
de vestir sobretudos compridos,
de usar lã e muita lã,
de não ter calor,
de dias cinzentos e ventosos,
de dias curtos e de um cigarro às 7.00 da manhã na estação de corroios ainda escura,
de edredons e cobertores,
de chás quentes,
de noites enroscadas na cama quente,
de não ter que suportar noites com baratas,
de ter saudades do verão.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
you'll always have paris.
Cenário de Paris. Está um calor infernal. Duas mãos entrelaçadas. Dois pares de olhos que se fixam jovialmente. Um rio que corre a seus pés. Uma cidade que se deita no seu desespero.
São dois jovens. Dois corpos nús que se arranham no conforto dos lençóis. Três beijos são trocados. Uma promessa de amor é jurada. Um suspiro sincero. Um abraço a dois. A torre Eiffel como fundo.
Chove. É Janeiro. Um cigarro numa mão e uma carta noutra. Um vulto só. Desesperadamente só. Miseravelmente triste. Já não olha ninguém. O tempo suspendeu as promessas para um novo corpo. A cama é demasiado grande e já não tem onde abraçar. A torre Eiffel perdeu todo o seu encanto. O Sena está sujo.
Chove. É Janeiro. Um corpo deixa-se cair piadosamente num Sena sujo. Ninguém repara.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
message personnel.
Deste-me liberdade. Deste-me liberdade a mais, ao ponto de achar que era prisioneiro da minha própria libertinagem. Deste-me tanta liberdade que te esqueceste de pedir um pouco para ti. No dia em que ma pediste, asfixiei-te porque, no fundo, nunca te quis livre.
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